mais um aumento

Petrobras anuncia alta de 2,5% no preço do diesel nas refinarias

Nicola Pamplona/Folhapress

Foto: Arquivo Diário

A Petrobras anunciou o aumento médio de 2,5% no preço do diesel vendido em suas refinarias a partir deste sábado. A empresa elevou também os preços do gás de cozinha.

O reajuste no preço do diesel ocorre 15 dias após a última alta, de 4,8%, respeitando o prazo mínimo definido pela política de preços da estatal. A partir deste hoje, o diesel será vendido pelas refinarias da empresa, em média, a R$ 2,3047, por litro, alta de R$ 0,0577 com relação ao valor vigente até esta sexta. O repasse do novo valor ao consumidor final não costuma ser imediato e depende dos estoques dos postos de combustíveis.

É o segundo aumento no preço do diesel desde que a empresa suspendeu elevação de 5,7%, anunciada no dia 11 de abril, em razão de riscos de nova paralisação dos caminhoneiros. O recuo se deu após telefone do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A suspensão do reajuste levantou temores sobre intervenção do governo na gestão da Petrobras, derrubando o valor das ações da empresa. No pregão do dia seguinte, a companhia perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado. 

Nas negociações com os caminhoneiros para debelar o movimento de paralisação, o governo se comprometeu a aumentar a fiscalização nas rodovias sobre a tabela do frete e a reajustar os valores de acordo com a variação do preços do diesel. Nesta semana, a tabela foi atualizada, após a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) afirmar que houve aumento superior a 10% nos preços nos postos. 

Além de anunciar o reajuste no diesel, a Petrobras aumentou o preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos, o mais comum no país. A alta foi de 3,4%. A partir deste sábado, o combustível será vendido pelas refinarias da Petrobras a R$ 26,20 cada 13 quilos -o preço é livre nas revendas. 

Esse produto é reajustado pela Petrobras a cada três meses. Já o óleo diesel tem reajustes num prazo mínimo de 15 dias. A gasolina, que subiu três vezes em abril, tem reajustes, no máximo, a cada 15 dias.

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